Novas tecnologias: as redes sociais aliadas à audiência

Os avanços das tecnologias impactam diretamente na vida das pessoas, e as redes sociais na internet influenciam na maneira de pensar, agir e se comunicar desses indivíduos. Diante do constante crescimento tecnológico, a televisão viu a necessidade de oferecer novos formatos do seu conteúdo para seu público, através das plataformas digitais online.

Os recursos vão desde a divulgação da programação, eventos e chamadas para programas e telejornais, pelas redes sociais, até a disposição dos mesmos na íntegra, online, onde e quando o usuário quiser.

Dentro desses recursos, vários apresentadores adotaram a estratégia de utilizar suas redes pessoais para tentar aumentar a audiência do telejornal que eles apresentam e, consequentemente, agregar na audiência da emissora.

A estratégia consiste na realização de chamadas convidando seus seguidores para os acompanharem pela TV, seja através de ‘histórias’ efêmeras da rede social Instagram, por exemplo, que é a mais utilizada por eles, que se dão por permitir a postagem de fotos e vídeos com a duração de 24h, ou a postagem de fotos e vídeos na linha do tempo. Essa estratégia agrega uma parcela de audiência para o telejornal, e serve também para aproximar mais o apresentador do seu público.

Foto: Luan Freitas

De acordo com Luciano Nogueira, supervisor do Setor de Estratégias Digitais da Rede Amazônica, a estratégia dos apresentadores utilizarem as redes para divulgação, não difere tanto no número da audiência dos telejornais, comparadas às divulgações feitas pelas páginas oficiais da Rede: “É um bom número de alcance, mas é mais pela questão do fanatismo mesmo, sabe, aquela pessoa que gosta e segue o apresentador “X” ou “Y”, acaba assistindo para prestigiá-lo e reconhecê-lo como apresentador. Então traz mais reconhecimento para o profissional”, disse Nogueira.

Conversamos com jornalistas influentes no jornalismo amazonense, onde eles nos relataram suas opiniões e experiências sobre e com o uso das redes sociais no profissional, e de que forma o uso desses recursos agregam em suas carreiras.

NATALIA TEODORO

Foto: Luan Freitas

Para a apresentadora da segunda edição do Jornal do Amazonas, telejornal da Rede Amazônica, afiliada à Rede Globo no Amazonas, Natalia Teodoro, as redes sociais são o avanço da comunicação: “É muito importante que o jornalista, o profissional tenha o retorno da pessoa que está lá do outro lado da câmera, do nosso telespectador que é o nosso grande objetivo, fazer notícia para que quem está em casa, consiga ficar bem informado. Então as redes sociais elas nos aproximam das pessoas, e ter esse retorno rápido e fácil, é fundamental”, disse Natalia.

RAFAEL CAMPOS

Foto: Luan Freitas

O jornalista, apresentador e repórter da Rede Amazônica, conta que devido à visibilidade que a TV dá ao profissional, sua quantidade de seguidores nas redes sociais aumentou, foi quando ele passou a usá-las para se aproximar do público:

“Quando comecei a apresentar o jornal eu tinha uma determinada quantidade de seguidores e, por causa do jornal, da maior visibilidade, eu comecei a ter uma quantidade bem maior de seguidores, aumentou muito a exposição e o jeito que a pessoas me viam. Só que comecei a perceber que as pessoas me viam como alguém inatingível, inalcançável, que está ali na TV, de terno e gravata apresentando um jornal. Ainda era algo muito formal, então comecei a perceber que eu poderia usar a internet para me aproximar do meu público, para mostrar que eu sou além do que mostro na TV, mostrar que sou uma pessoa normal, que saio com a minha família, brinco com meu cachorro, tomo uma cerveja, enfim. Então quando você mostra que você é uma pessoa real, que é uma pessoa como as que te acompanham, cria-se uma certa intimidade, e essa intimidade gera simpatia para o público com você, você mostra como você realmente é e o público gosta de pessoas de verdade, e aí passam a te acompanhar mais, então eu acho muito importante você usar a rede social, essa ferramenta importantíssima, muito boa, para você se aproximar do seu público”, contou Campos.

CLAYTON PASCARELLI

Foto: Luan Freitas

O jornalista e apresentador do Cidade Alerta Manaus, programa da TV A Crítica, afiliada à Rede Record no estado, conta que antes de ir para a TV A Crítica, usava suas redes para uso pessoal. Quando entrou na emissora, tornou suas redes mais profissionais por sugestão da própria casa: “Sempre fui um jornalista que trabalhou com matérias polêmicas, com investigação, com cobrança, então a partir do momento que eu vim pra TV A Crítica e abri as minhas redes sociais, por sugestão da própria casa, porque entendiam essa mudança das redes sociais, que aqui as pessoas interagem muito mais, eu transformei minhas redes em mais profissionais do que pessoais”, relatou Pascarelli.

MARCELA ROSA

Foto: Luan Freitas

A jornalista e atual apresentadora do programa ‘Diário da Manhã’ da ‘Rádio Diário’, Marcela Rosa, comentou que na sua época de TV, quando apresentava o ‘Jornal Em Tempo’ da TV Em Tempo, afiliada ao SBT no Amazonas, passou a utilizar os recursos do Instagram para se aproximar mais do seu público, mas o percentual de seguidores migrados para a TV era pequeno:

“A audiência de TV é medida por uma série de variáveis. Existe uma pequena porcentagem do público de internet que realmente acompanha o telejornal, a maioria das pessoas querem saber o que você está fazendo na TV, pegar um link, ver uma coisa ou outra, mas assistir ao telejornal todo, não acontece. A pessoa sabe o que você está fazendo, isso repercute e, consequentemente a pessoa acaba seguindo você, acompanhando seus conteúdos, mas assistir ao telejornal, é como falei, é um percentual pequeno que realmente migra”, comentou Marcela.

Para a apresentadora, o espaço na internet é proveitoso para o jornalista trabalhar, criar e integrar o jornalismo na internet:

“Na internet, a gente concorre com um monte de gente que não é jornalista. Eu acredito que seja um campo infinito para a gente trabalhar, criar, e ao invés de você competir com uma pessoa “não jornalista”, você tem que trazer essa pessoa para você, fazer ela parte de sua equipe, pegar uma matéria que, de repente, um jovem pega na rua, um flagrante, por exemplo, você deve conversar com ele, pegar o material, fazer uma apuração profissional jornalística e transformar aquilo num produto, que é a notícia. Então esse é o nosso novo papel no momento, e dentro das redes sociais, principalmente, é agregar valor jornalístico, dar o nosso diferencial que é uma apuração correta, com ética e, dos dois lados, fazer realmente uma nova roupagem para essa informação”, ressaltou a apresentadora.

Assista ao vídeo de relatos das experiências desses profissionais com as redes sociais no âmbito profissional:   

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