Linha do tempo: Jornal Impresso

Da Antiguidade aos Tempos Atuais.

    ACTA DIURNA:

  • Criada pelo Imperador Romano Júlio Cesar, no ano 59 a.c.
  • Era um Jornal manuscrito feito em placas brancas de papel e pedra.
  • Tinha a principal intenção de divulgar as conquistas militares e informar o povo da expansão do império.
  • Nessa época a informação demorava a ser veiculada, pois o trabalho era feito manualmente, demorava cerca de dois dias para que uma informação ocorrida fosse publicada para o povo.
  • Os responsáveis pela Acta Diurna nessa época eram chamados de Correspondentes Imperiais, os primeiros jornalistas do mundo.
  • A Acta Diurna não era imparcial, nunca publicava notícias negativas de derrotas e nem escândalos da época.
  • A ideia de Júlio César foi usada até o império de Augusto.
  • Com o passar do tempo a ideia de levar as informações a todos alcançou a China no século VIII, precisamente em Pequim, onde eram feitos boletins informativos escritos à mão.
Acta diurna manuscrita feita em uma pedra branca.

     

Acta Diurna feita no papel antigo.

 

 

    GUTEMBERG, E SUA GRANDE EVOLUÇÃO NA IDADE MÉDIA:

Durante a idade média os jornais e o jornalismo tiveram o seu maior salto tecnológico depois de muito tempo finalmente a prensa de papel inventada pelo alemão Johaness Gutemberg, possibilitava o trabalho que antes era realizado manualmente pudesse ser feito por máquinas, tornando a publicação de livros e de jornais muito mais ampla, rápida e barata.

A prensa de papel, construída com base na tecnologia dos tipos (letras) móveis eram letras e símbolos em relevo de metal montados letras por letras, organizados manualmente. Eram alinhados, ganhavam a tinta e logo depois eram prensados à folha dando vida às palavras. Vale ressaltar que a técnica era inovadora, porém os Chineses séculos atrás com a criação do papel utilizaram uma técnica semelhante a de Gutemberg, mas pouco resistentes comparados aos tipos móveis de metal, e também da prensa de vinho (que já era conhecida na Europa) permitiu que Gutemberg criasse toda uma nova indústria.

Tipo móveis

 

 

A revolução na época foi tão grande que alguns autores afirmam que a prensa de papel de Gutemberg tirou o mundo de vez da Idade Média, levando-o para a Era da Renascença, com o despertar definitivo da ciência e do jornalismo profissional.

 

 

 

Prensa de Gutemberg.

Considerado por muitos, a obra do inventor alemão, foi primeiro livro a ser produzido, lançado e vendido com a tecnologia da prensa mecânica de papel: A bíblia de Gutemberg.

 

O patrimônio universal, produzida na primeira     prensa de tipos móveis, a Bíblia de Gutemberg,       conservada na Biblioteca Nacional da França   Gallica (BnF).

 

    OS JORNAIS ENTRANDO PARA A ERA INDUSTRIAL:

No início do século XVII, conforme a prensa de Gutemberg ia sendo espalhada e copiada por seus inúmeros concorrentes, a publicação de livros e jornais se tornava cada vez mais popular para o povo.

O próprio jornalismo também passou a ser muito mais profissional com o surgimento dos primeiros cursos nas universidades da Europa. Com a profissionalização do jornalismo, começou também a surgir a necessidade de regulamentar a profissão e a sua atividade, surgindo nesta época então, o conceito de Liberdade de Imprensa.

A Suécia, foi o primeiro país do mundo que implementou a liberdade de imprensa através de uma lei criada no ano de 1766, através desta lei foi garantido que os profissionais de jornalismo e os jornais da Suécia poderiam publicar qualquer tipo de notícia, desde que a mesma fosse real e que não houvesse difamação.

 

    A CHEGADA NO BRASIL:

No Brasil a entrada da imprensa tardou, pois a Coroa Portuguesa censurava e proibia a tipografia.

Foi apenas por meio da chegada da família real portuguesa em 1808 que o Brasil finalmente conheceu a imprensa dando então a criação dos primeiros jornais brasileiros. O primeiro jornal a ser publicado foi o Correio Braziliense, em julho de 1808, produzido por Hipólito José da Costa passava pela edição e impressão em Londres e logo depois era trazido ao Brasil. Suas publicações foram proibidas de circular devido ao exagero no modo de se expressar.

Em setembro do mesmo ano surge a Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal publicado completamente no Brasil pelas máquinas de impressão Régia, seu lançamento marca o início da imprensa no país, era o jornal oficial e dedicado aos comunicadores do governo. Depois de um tempo com a independência da colônia brasileira a Gazeta deixou de ser circulada.

Através de uma grande iniciativa, a leitura e o conhecimento foram difundidos por todo o território, levando informação e comunicação à todos os públicos. Até hoje os jornais são uns dos meios de comunicação mais preciosos e de grande relevância, porém com a era tecnológica avançando cada vez mais a utilização de meios impressos vem enfraquecendo.

 

 

    A CHEGADA NA AMAZÔNIA:

A “Gazeta do Pará”, organizada e publicada em Lisboa, em janeiro de 1821, foi o primeiro jornal a circular na Amazônia. Com uma linha que valorizava as notícias da corte portuguesa, teve duração curta. Era afixado “nas portas das igrejas da Sé e de Santa Anna, da Alfândega, e na casa de Domingos Simões da Cunha, no Ver-o-Peso”. Um ano depois, surgiu o jornal que durante muito tempo foi apontado como o marco da imprensa livre do Norte.

A primeira edição de “O Paraense” circulou no dia 22 de maio de 1822. O prelo que imprimia o jornal foi adquirido em Lisboa por Felipe Alberto Patroni Martins Maciel Parente, em sociedade com Domingos Simões da Cunha, José Batista da Silva e Daniel Garção de Melo. Era a tecnologia européia que chegava à Amazônia. Junto com a máquina, chegaram a Belém dois tipógrafos, um francês e um espanhol.

Hoje, no início do século 21, circulam, nos seis estados inteiramente amazônicos, quase meia centena de jornais diários, diversos periódicos semanais e quinzenais, além de algumas revistas mensais.

A maioria dos jornais não valoriza as pautas estruturais, com ênfase na economia, nas finanças públicas. E o material publicado ainda se restringe aos centros urbanos. Poucos retratam o interior da Amazônia. Polícia, esporte, vida urbana e fragmentos da política partidária ainda são os assuntos mais pautados. As colunas sociais têm grande espaço nesses periódicos.

 

    JORNAL IMPRESSO ACRÍTICA: POR UMBERTO CALDERARO FILHO.

O jornal acrítica fundou-se em 19 de abril de 1949 (69 anos). Localiza-se na arquidiocese de Manaus e mudou-se para sua sede na rua Lobo Dalmada. A produção era muito trabalhosa, sua equipe era composta por 40 pessoas e nos dias atuais devido as inovações, este trabalha com apenas 4 pessoas em sua equipe (uma redução significativa de 90%). O jornal ficou por 20 anos na Sede. “Acrítica sempre liderou em termo de informação” (SIC).

A equipe do jornal tinha que começar a produzir a partir das 18:30 da noite para  o jornal está pelas ruas.

Produção:

Usavam máquinas BM>Máquinas de Datilografia>Editores>Diagramação>Setor de colagem photolito>Setor Chapa.

Em 1991 mudou-se para Avenida André Araújo(sede atual).

Cronologia:

1949 –   Umberto Calderaro Filho fundou o jornal A CRÍTICA, que funcionou inicialmente em um prelo da Arquidiocese de Manaus. Poucas décadas depois, na antiga sede na Lobo D’Almada, já era ponto de encontro de autoridades como a senadora Eunice Michilles.

1995 –   A partida de Umberto Calderaro foi um grande golpe para o jornal A CRÍTICA, e um enorme desafio para a família, que sob o comando de Ritta de Araújo Calderaro, consolidou o legado de Umberto, tornando a RCC em um dos maiores grupos de comunicação do Norte.

2016 –  Desde junho de 2016, a Rede Calderaro de Comunicação vem sendo presidida por Tereza Cristina Calderaro Corrêa, com o desafio de preparar o grupo empresarial para os novos tempos no mercado de comunicação.

Nos dias atuais:

O jornal acrítica com quase 70 anos de história divulgou em seu último aniversário que passarão pelo Projeto Inovação na Rede Calderaro de Comunicação (RCC), uma série de mudanças que vão tornar os veículos da rede ainda mais dinâmicos, mantendo alta qualidade na informação. Segundo a presidente da RCC, Cristina Calderaro Corrêa, a mídia impressa passará por uma mudança editorial e gráfica, juntamente com as mídias digitais, a TV, a rádio, o portal e as outras mídias que o grupo lidera, dando ênfase naquilo que o leitor almeja.

Cristina em sua entrevista, destaca que esta será a terceira mudança que ela acompanha e, diante das transformações atuais no modelo de jornalismo, o grupo busca meios de inovar e se reinventar.

“Nós competimos direto com a mídia televisa e digital. Mas o jornal continua, pois é ali que fica impressa a notícia verdadeira. Hoje lidamos com os fakes news, entretanto, o jornal tem peso, ele forma opinião. Temos um cuidado muito grande com o que vamos entregar ao leitor. Nós acreditamos que o leitor vai receber com muita positividade a novidade que o grupo trará”, diz.

O jornalismo nos dias de hoje enfrenta muitas dificuldades, porém resistem com bastante credibilidade responsabilidade e ética com a notícia e o leitor.

 

 

 

 

 

 

 

EQUIPE:

CAIO WILLY

MÁRCIA ALESSANDRA

THAÍS MACIEL

THAYS FARACO

VITÓRIA RÉGIA

 

 

 

 

 

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