A História da Rádio no Brasil e no Amazonas

O marco para o desenvolvimento do que viria ser a rádio teve o brasileiro Roberto Landell de Moura como pioneiro. Em 1893, houve a primeira transmissão falada por ondas eletromagnéticas. Landell patenteou o Transmissor de Ondas, o telefone e o telégrafo sem fios nos EUA.

Em 1922 já havia uma grande expansão da rádio no mundo. Em 7 de setembro, no centenário da independência do Brasil, ocorre a primeira transmissão oficial para proclamação do discurso do presidente Epitácio Pessoa. No ano seguinte, é inaugurada a primeira rádio situada no Rio de Janeiro, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

O Amazonas teve sua primeira rádio local, A Voz de Manaós, inaugurada em abril de 1927, fundada por Ephigênio Salles, governador da época. Em 3 anos de funcionamento, a rádio foi extinta, deixando o Amazonas sem um canal de comunicação regional até a criação da Rádio Baricéia, em 1938. Posteriormente intitulada Rádio Baré.

A Rádio Baré deixa de ser a única emissora do Amazonas em 1948, com a criação da Rádio Difusora.

 

 

Difusora do Amazonas

Possuindo destaque e tradição sobre as demais rádios por ser a mais antiga em genuíno funcionamento, a rádio Difusora foi ao ar pela primeira vez no dia 24 de setembro de 1948, fundada pelo deputado Josué Cláudio de Souza no objetivo de suprir a necessidade regional de uma nova emissora. Residiu por volta de 30 anos na rua Joaquim Sarmento até mudar-se para o atual endereço no Edifício Palácio do Comércio na Av. Eduardo Ribeiro, centro de Manaus.

Apesar da sua idade de funcionamento, a rádio Difusora do Amazonas não se estagnou e evoluiu junto com o mercado, há liberdade para os profissionais exercerem seu papel da melhor forma possível. Porém, é claro, mantendo-se fiel à origem da rádio. Permanecem, assim, programas como o Jornal da Manhã, apresentado de segunda à segunda. Com aproximadamente 50 anos na emissora, o único a tanto tempo no ar.

O funcionamento na rádio se dá de forma muito despojada, porém ainda formal. Para Larissa Balieiro, jornalista da rádio, o propósito ao transmitir um programa é fazer o ouvinte se sentir à vontade, e só é possível realizar isso sentindo-se do mesmo modo, dessa forma tentam manter o ambiente da rádio o mais acolhedor possível, como seu próprio lar.

Por se manter por tanto tempo em ativa atuação, a rádio já conquistou um público mais maduro e tradicional que lhe é fiel através do tempo. Mas agora tenta alcançar o público jovem com programas musicais, compartilhando também a lista de músicas pelo aplicativo Spotify. A programação de sábado é primordialmente musical, não só para atrair essa audiência, mas por ser um dia menos movimentado.

Recentemente visaram a criação de podcasts, acompanhando a evolução das mídias. Além de promoverem a interação com o público jovem e focado na internet, o novo investimento visaria também a propagação de notícias regionais, como o atual cenário do esporte amazonense. Por não haver uma audiência tão grande nesses assuntos, acabam fora da projeção da palavra falada.

Para nós acadêmicos de jornalismo, foi motivador presenciar um pouco do cotidiano da rádio, colher informações e compartilhar desse meio atemporal que vem se perpetuando ao longo do tempo. Acendendo ainda mais o desejo de contribuir seja como ouvinte ou colaborador direto para que esse meio de comunicação continue a evoluir.

A visita á Rádio Difusora do Amazonas foi realizada no dia 19 de maio, guiada pela jornalista Larissa Balieiro que nos apresentou as dependências da rádio contando parte de sua história.

 

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