Artesanato indígena movimenta acadêmicos e comunidade

Beleza, ancestralidade e cultura são características que definem a Exposição de Arte Indígena, evento que está agitando a Uninorte Laureate, na Unidade 6, localizado na avenida Joaquim Nabuco, 1.469, Centro.

Índios das etnias Munduruku, Tikuna e Sateré-Mawé, moradores da zona urbana de Manaus, foram convidados para a participar da mostra de artesanato para expor os acessórios produzidos pelos próprios indígenas. Colares, pulseiras, cocares, prendedores de cabelo, cestas e estatuetas são alguns dos acessórios estavam à mostra para serem comercializadas, em cada stand.

A coordenadora dos cursos de Licenciatura em Pedagogia e Letras, Flávia Pereira Carvalho, destaca o objetivo da exposição. “A ideia é apoiar a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno, e como nós temos uma disciplina chamada Identidade, Diversidade Étnico Racial, decidimos incentivar os alunos a promoverem atividades voltadas para a cultura indígena”, disse.

Foto: João Paulo Castro

Além de apoiar a cultura indígena, a exposição doou alimentos para os nativos que moram nas comunidades de Manaus. A doação é aberta ao público, que pode levar sua contribuição diretamente na Unidade 6, nos períodos da manhã e da noite.

O ex-cacique Ednaldo Tikuna fala sobre sua experiência com o artesanato. “Trabalho com isso há oito anos e cada acessório que confecciono tem um preço diferente. Eu gosto muito de confeccionar o maracá (mais conhecido como chocalho). Desenho ele e depois coloco em prática”, detalhou.

Na última terça-feira (8), a exposição recebeu o músico indígena José Tikuna, que apresentou um show acústico para os estudantes e professores presentes na cantina. José fala sobre a musicalidade da tribo nos tempos atuais. “É um desafio devido à complexidade, até mesmo para nós que somos acostumados. A gente trabalha para sair perfeito pois nossas obras falam de natureza, o ritual da moça nova e o paraíso Tikuna”, ressalta.

A estudante do curso de Letras em Língua Portuguesa da Uninorte Laureate, Rafaela Oliveira, destaca o aprendizado que obteve durante o evento. “É muito bom nos aproximarmos dessa cultura que deveria ser clara e não excluída. Temos tendência a excluir aquilo que não faz parte de nós, mas temos uma ligação forte com a cultura indígena”, disse Rafaela.

Alunas do curso de Licenciatura em Letras (Língua Portuguesa) prestigiando a exposição. Foto: João Paulo Castro.

A programação segue até esta sexta-feira (11) de 9h às 20h30, na cantina do sexto andar da Unidade 06.

Texto e fotos: João Paulo Castro

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