Aclamados pela crítica, dois filmes de Tom Ford que você precisa conhecer

O cinema, uma das artes mais presentes no cotidiano de todos, atrai muitos não só para a frente dos telões, mas também para os bastidores das produções. Muitas pessoas – anônimos e famosos – já decidiram fugir um pouco da zona de conforto e buscar novos desafios na sétima arte. Alguns deram certo e outros, nem tanto.

Os exemplos mais comuns, nesses casos, nem estão tão longe dos sets. Alguns atores já viveram a emoção de sair da frente das câmeras e passaram a produzir e até dirigir alguns filmes, como foi o caso de ‘Até o Último Homem’ (2016), que rendeu a Mel Gibson uma indicação ao Oscar de Melhor Direção. Chris Evans, Angelina Jolie e até Madonna já se arriscaram a dirigir longas-metragens, mas nenhum deles foi tão marcante quanto TOM FORD.

O famoso estilista americano, lembrado por reerguer a marca Gucci e fazer dela uma das mais influentes do mundo da moda, nos presentou pela primeira vez em 2009, quando decidiu assumir a direção de ‘Direito de Amar’ (título original: A Single Man). O filme estreou no 66º Festival Internacional de Cinema de Veneza e foi premiado e aclamado pela crítica e o público.

A trama gira em torno de George Falconer, um professor universitário britânico de meia idade, que tem que lidar com a recente morte de seu parceiro homoafetivo. Quem dá vida ao personagem é Colin Firth (Kingsman), que acerta na atuação melancólica da trama e, nada mais justo, foi indicado ao seu primeiro Oscar de Melhor Ator.

Se vendo no limite da vida, o professor conta com personagens coadjuvantes essenciais para passar a ver a vida de uma forma mais esperançosa. Ford também recruta para o time a esplendosa Juliane Moore, que, mesmo com poucas cenas, nos emociona com uma personagem depressiva, dependente e ainda mais cheia de emoção.

Demorou alguns anos para Tom Ford se afastar, ao menos um pouco, do mundo da moda e voltar a se aventurar no cinema. E valeu muito a pena esperar. No Festival de Cinema de Veneza de 2016 estreava a segunda produção de Tom Ford: Animais Noturnos.

O terror psicológico, carregado de drama e com uma belíssima fotografia, foi escrito, co-produzido e dirigido por Ford. O filme é baseado no romance escrito por Austin Wright, em 1993, Tony and Susan – nomes dos personagens principais. Cheio de momentos de tensão, que fazem o espectador prender a respiração, Animais Noturnos também foi outro sucesso na crítica.

O filme é protagonizado por Amy Adams – que não foi indicada ao Oscar por essa atuação mas merecia demais – e Jack Gyllenhaal (Donnie Darko). Susan, personagem de Adams, passa por problemas em seu casamento e, inesperadamente, recebe o manuscrito do livro que será lançado pelo seu primeiro marido, Tony. A história do livro conta momentos de tensão vividos por uma família e seu tráfico desfecho, deixando a personagem de Amy e o próprio espectador cada vez mais aflito e emocionado.

Nas salas de cinema de Manaus, que recebeu Animais Noturnos, em 2017, eram poucos interessados na trama, por ser algo bem menos popular. O filme ficou em exibição, por apenas algumas semanas, em sessões únicas do Cinema de Arte, do Cinépolis Ponta Negra.

Começando de forma despretensiosa – ou talvez não -, é indiscutível que as únicas duas produções dirigidas por Tom Ford contribuíram grandemente para o cinema. Confesso, os filmes não são tão populares e nem de fácil compreensão, mas se você busca emoção ou até mesmo fugir do convencional, as duas opções não vão te decepcionar.

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