No Dia do Rádio, alunos de Jornalismo participam de encontro com radialistas

 

Na última segunda-feira (25) foi comemorado o Dia Nacional do Rádio, data que celebra a trajetória do tradicional meio de comunicação no Brasil e faz alusão ao dia do nascimento de Edgar Roquette Pinto, o “pai da radiodifusão brasileira”. Neste contexto, o jornalista e professor Rômulo Araújo promoveu um encontro entre mercado e academia, com o tema ‘Rádio: ontem, hoje e amanhã’.

O evento aconteceu no laboratório de TV, na Unidade 4, e contou com a participação de Edilene Mafra, Larissa Balieiro e Marcos Santos que, na oportunidade, conversaram com acadêmicos do 4° período de Jornalismo sobre o rádio de antigamente, novas tecnologias e expectativas para o futuro. Além disso, os convidados deram dicas de mercado aos estudantes.

O mediador e responsável pelo evento, Rômulo Araújo, destacou a importância de encontros como este. “Além de falar sobre rádio em si, é importante refletir sobre as transformações que ele passou com a chegada da televisão e vem passando agora com a consolidação da internet, que é a mídia moderna. O rádio tem se adaptado de forma criativa, com as web rádios e os podcasts”

Ademais, Rômulo frisou que todas as gerações estiveram representadas na palestra, visto que tiveram oportunidade de conversar com profissionais que se destacaram em diferentes épocas no radialismo e que aprenderam bastante sobre este veículo de comunicação.

Ponto de vista dos convidados

A radialista e pesquisadora Edilene Mafra, que também é coordenadora dos cursos de Comunicação Social do Uninorte, ressalta a importância desse encontro entre profissionais e graduandos, pois, segundo a pesquisadora, debates desse tipo promovem reflexões, mudanças e inspirações dos dois lados. “É significativo, para os acadêmicos, perceberem que as pessoas que já estão na área também têm suas expectativas, suas frustrações e seus sonhos, mas que, além disso, eles têm muitas informações boas para trocar”, declarou Edilene.

O jornalista e radialista Marcos Santos diz que se sente honrado em poder participar de eventos que proporcionam contato direto com estudantes, pois, para o jornalista, sempre há aprendizado de ambas as partes, e acrescenta que muitos destes universitários poderão se tornar seus colegas de trabalho. “Uma vez, quando eu ainda estava na academia, nossa turma recebeu a visita do Pedro Bial que foi super inspiradora e, posteriormente, um de meus colegas se tornou repórter da Rede Globo, trabalhando com Bial”, exemplificou Marcos.

A jornalista Larissa Baliero destacou características do rádio. Para ela, este veículo é tecnologia, é performance e carisma, e, acima de tudo, é multimídia. “O rádio é um serviço muito grande feito para a população, e cada veículo tem uma linguagem diferente”.

Larissa também contou sobre suas experiências na área. “Certa vez eu entrei de férias, fui pro Rio de Janeiro e, quando cheguei lá, a PM tinha acabado de entrar em greve. Nós, da Rádio Difusora, tínhamos um correspondente no Rio que entrou ao vivo e explicou o que estava acontecendo. Logo em seguida, eu também entrei no ar para noticiar, mas foi do meu jeito de fazer rádio e com uma linguagem diferente. Então o rádio nos dá essa praticidade de noticiar algo de qualquer lugar do mundo, por ser rápido e multimídia”, afirma ela.

Para finalizar, Balieiro ainda deu dicas importantes para os futuros comunicadores. “Eu comecei a faculdade estudando tudo sobre o jornal impresso e hoje estou no rádio porque ele me escolheu. Diante disso, confiem mais no coração de vocês, valorizem o que vocês fazem, não tenham medo e explorem todas as áreas que a comunicação pode lhes levar” concluiu.

Olhar de uma estudante

Rebeca Santos, aluna presente no encontro e estagiária na rádio CBN Amazônia, conta que o encontro desmitificou a ideia de que o rádio vai acabar e agregou conhecimentos que serão aplicados na profissão. “A palestra foi muito interessante com pessoas experientes que já estão na estrada e tem propriedade para falar. Aprendi sobre as mudanças que o rádio tem passado e vou colocar em prática todo o conhecimento no meu trabalho e nas aulas. Posso dizer que estou mais tranquila agora, pois descobri que o rádio não vai sumir mas, sim, se transformar”, ponderou Rebecca.

Por: Alan Marcos Oliveira e Gabrielle Moura

Fotos: Alan Marcos Oliveira

Vídeo: Gabrielle Moura

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