Alunos de Jornalismo produzem reportagens extraclasse

07.05.2014 

Ministrada pela professora Liège Albuquerque, a disciplina ‘Reportagem, Entrevista e Pesquisa em Jornalismo’ proporcionou aos alunos da Uninorte, da turma CJT05S1, um contato maior com a prática da área, visto que para atribuição da primeira nota os alunos teriam que produzir matérias. O tema poderia ser escolhido livremente.

Abaixo, você poderá conferir, na íntegra e conforme fora enviado pelos alunos, a primeira – das sete reportagens – que obtiveram as maiores notas da classe: 

  • Síndrome do Pânico: a doença do século (Por Patrícia Lima e Walmir Jorge)

Ataques repetidos de medo intenso sem controle, crises absolutamente inesperadas de ansiedade e desespero, sufoco, coração disparado, nó na garganta … e logo após 20 minutos…ufa!! Tudo se acalma e tudo parece passar… Mas passa mesmo? Para quem vivenciou uma única crise dessas a resposta pode ser não. Pois são características de uma enfermidade que na linguagem psiquiátrica é chamada de transtorno do pânico, popularmente conhecida como a síndrome do pânico.

Em 1895, esse quadro foi descrito por Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da psicanálise, como neurose de angústia, caracterizada pela ocorrência de quatro ou mais dos sintomas descritos no parágrafo anterior.Boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico. 

A Médica Psiquiatra Doutora Vera Lúcia nos concedeu uma entrevista e respondeu a várias perguntas sobre a síndrome do século, que segundo ela é uma doença que está aumentando muito. A Doutora nos informou que a causa é desconhecida, por vezes é causada por uma reação após estresse, que principalmente ocorre no trânsito ou depois de um acontecimento ruim. E somente é diagnosticamente através do exame mental, da conversa. Isso após o paciente já ter passado por diversos exames médicos, pois o pânico pode confundido com ataque cardíaco. 

A síndrome do pânico é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Os sintomas começam antes dos 25 anos, mas podem ocorrer depois dos 30. Segundo a Psiquiatra Vera Lúcia, isso acontece em função da questão hormonal da mulher. Embora a síndrome do pânico ocorra em crianças, ela normalmente não é diagnosticada até que as crianças sejam mais velhas. 

A expectativa de cura para essa doença é muito boa, o paciente pode buscar ajuda psiquiatra e tratar da síndrome do pânico fazendo aquilo que gosta, atividades físicas também são muito importantes. O tratamento é um processo gradativo, é necessário fazer terapia comportamental e também usar remédios ansiolíticos, que irão diminuir qualquer ansiedade. A palavra chave para a Síndrome do Pânico é desacelerar. 

Síndrome do pânico é o mal do século, um transtorno de ansiedade que causa sentimentos ruins. Que a qualquer momento uma tragédia pode acontecer na saída de casa, trabalho ou determinado lugar. Essa doença é conhecida pela classe médica e segundo estudos a genética é um fator provável, mas essa síndrome pode ocorrer sem que tenha casos na família. A Síndrome é mais comum nas mulheres e menos nos homens. Segundo estudos os sintomas da síndrome são ataques que começam na maioria das vezes com as crises de 20 á 30 minutos, isso pode passar de uma hora de crise. Esses ataques podem parecer um ataque cardíaco, a pessoa tem a sensação que vai morrer naquele momento na maioria das vezes, nos pacientes a primeira crise ocorre entre os 15 e 20 anos de idade. 

De acordo com uma paciente chamada Joyce Andrade, de 20 anos, que já sofreu com essa doença, o primeiro sintoma é o medo. Ela relata: “Depois das 18:00h eu não saía de casa e tinha medo de ficar sozinha”. Joyce passou por uma situação que não quis mencionar. Mas que ocasionou em uma depressão que agravou para uma síndrome do pânico. Não se alimentava, ficou desidratada, foi internada, passou por tratamentos psicológicos e nesse processo de aproximadamente dois anos, começou a sair de casa acompanhada, a cursar faculdade e hoje está curada. No entanto, existem casos que a cura dessa doença é de longo prazo e à base de remédios. 

Segundo pesquisas os sintomas da doença são dores no peito com dormência nas mãos, falta de ar, tonturas, calafrios, náuseas com dores estomacais. Para tratar a doença é necessário que passe por um tratamento com medicamentos. Algumas dicas para os pacientes é praticar esportes, dormir uma boa noite de sono e por fim ter uma alimentação saudável.

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Na sexta-feira (09), a matéria publicada será ‘Como ser uma aluna nota dez’. 

Por Rosianne Couto

Foto: Reprodução

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